Relato do parto...
Antes de relatar o parto em sí, é necessário abordar a quebra de um paradigma familiar que perdurou por muitos anos.
Devido ao sofrimento de uma violência obstétrica sem tamanho minha mãe perdeu a primeira filha, planejada, a sonho em formar uma família foi por água abaixo naquele momento, fazendo um trauma sem tamanho.
Iniciei minha gravidez com um acompanhamento de outro médico que pôs seu ponto de vista sobre a cerárea e a “segurança” que ela tem, e por incrível que pareça meu marido que me atentou pela escolha da via de parto vaginal, com uma simples pergunta: “-Amor, pq não tentamos um parto normal? Dizem que a recuperação é mais rápida”. Alí veio minha curiosidade e então pude conhecer uma equipe muito Humana e um médico que parece fora desse planeta por ter me tratado de forma tão bela, como todos deveriam ser, mas não são.
No dia 29/10 às 21:30h, comecei a sentir as contrações e sabia que não seria “alarme falso” meu instinto me dizia, a euforia entrou em cena, eu e meu marido ficamos “abobados” kkk a playlist começou a tocar e chamei minha irmã. Então logo liguei pro Dr.André que me informou sobre o espaçamento das contrações e orientou. Entre 00:00h e 01:00h senti minha bolsa estourar e alí as contrações foram ficando mais intensas, ele chegou e constatou que havia estourado, contudo me tranquilizou e pediu para que eu fosse descansar pois ainda estava “longe” do parto em sí, eu descansei? Não, claro, estava mt feliz. Tempos depois as contrações foram ficando mais e mais intensas, ainda aceitei os exercícios na bola, no rebozo e afins, o que não aconteceu pouco tempo depois, entrei em uma parte onde eu não conseguia mais controlar minhas ações, gritei, chorei, sorri, mordi leçóis, apertei os braços disponíveis, senti tudo isso dentro de mim ao msm tempo e sempre com o apoio do meu marido que se manteve calmo o tempo TODO, pelo menos perto de mim rsrs. Chegou um momento em que eu senti a suma necessidade de uma analgesia, me senti culpada por isso, mas logo eu pensei que aquilo era um parto humanizado, e eu tinha o direito de uma escolha que foi extremamente necessária para eu pudesse fazer minha filha nascer aliás já era 22:00h do dia 30/10, sim, do dia 30/10 façam as contas aí pra ver o tempo. Eu estava cansada, mas de fato a analgesia só aliviou no máximo 30% e tive total liberdade pra andar, tentar outras posições e etc. Fiz força e senti a cabeça dela, pedi ao Dr. para colocar a minha mão e senti o cabelinho da Heleninha, isso me deu mta força pra lutar pelo nascimento dela. Com uma equipe comemorando a saída como se fosse final de copa do mundo, lembro dessa parte com muito amor
❤ , finalmente senti a melhor sensação do mundo pra mim, ahhh sentir a Helena saindo de dentro de mim, “degustei”, apreciei cada parte do corpo dela saindo, cabeça, os ombros, pés, cordão...Se eu fechar meus olhos sinto agora. Alí foi uma bomba de amor, explodi, vi seu rosto e o leite foi logo saindo, eu olhando pra ela e ela com os olhos bem abertos olhando pra mim, aliás ela saiu de olho aberto hehehe. Eu tive o parto que queria ter, pela via que eu escolhi, pois acima de tudo tive um parto de muito amor e respeito. Me sinto a mulher mais poderosa do mundo por ter quebrado tantos paradigmas outrora presentes na minha vida, eu fiz minha filha nascer. Pude fazer meu próprio parto, obrigada por tudo! A equipe é maravilhosa, médico sensacional!
Vai um agradecimento especial ao meu marido, sei que não foi fácil me ver naquele momento, mas você se manteve totalmente controlado, anos luz mais do que eu hehehe em prol deste bem maior. Te amo e te respeito muito mais que antes e olha que eu achava impossível, obrigada por ter feito o significado do nosso amor em matéria.
À nós mulheres, somos capazes antes de tudo de termos um parto ideal, ideal para nós com nossas especificidades, Humanizado, onde somos respeitadas. Nós podemos parir, temos que continuar esta luta para que muitas outras possam ter este direito assistido com dignidade, pois enquanto escrevo muitas estão em hospitais na situação que minha mãe se encontrou.
Obrigada Senhor!
Sim, juntas nós podemos muito mais!
Devido ao sofrimento de uma violência obstétrica sem tamanho minha mãe perdeu a primeira filha, planejada, a sonho em formar uma família foi por água abaixo naquele momento, fazendo um trauma sem tamanho.
Iniciei minha gravidez com um acompanhamento de outro médico que pôs seu ponto de vista sobre a cerárea e a “segurança” que ela tem, e por incrível que pareça meu marido que me atentou pela escolha da via de parto vaginal, com uma simples pergunta: “-Amor, pq não tentamos um parto normal? Dizem que a recuperação é mais rápida”. Alí veio minha curiosidade e então pude conhecer uma equipe muito Humana e um médico que parece fora desse planeta por ter me tratado de forma tão bela, como todos deveriam ser, mas não são.
No dia 29/10 às 21:30h, comecei a sentir as contrações e sabia que não seria “alarme falso” meu instinto me dizia, a euforia entrou em cena, eu e meu marido ficamos “abobados” kkk a playlist começou a tocar e chamei minha irmã. Então logo liguei pro Dr.André que me informou sobre o espaçamento das contrações e orientou. Entre 00:00h e 01:00h senti minha bolsa estourar e alí as contrações foram ficando mais intensas, ele chegou e constatou que havia estourado, contudo me tranquilizou e pediu para que eu fosse descansar pois ainda estava “longe” do parto em sí, eu descansei? Não, claro, estava mt feliz. Tempos depois as contrações foram ficando mais e mais intensas, ainda aceitei os exercícios na bola, no rebozo e afins, o que não aconteceu pouco tempo depois, entrei em uma parte onde eu não conseguia mais controlar minhas ações, gritei, chorei, sorri, mordi leçóis, apertei os braços disponíveis, senti tudo isso dentro de mim ao msm tempo e sempre com o apoio do meu marido que se manteve calmo o tempo TODO, pelo menos perto de mim rsrs. Chegou um momento em que eu senti a suma necessidade de uma analgesia, me senti culpada por isso, mas logo eu pensei que aquilo era um parto humanizado, e eu tinha o direito de uma escolha que foi extremamente necessária para eu pudesse fazer minha filha nascer aliás já era 22:00h do dia 30/10, sim, do dia 30/10 façam as contas aí pra ver o tempo. Eu estava cansada, mas de fato a analgesia só aliviou no máximo 30% e tive total liberdade pra andar, tentar outras posições e etc. Fiz força e senti a cabeça dela, pedi ao Dr. para colocar a minha mão e senti o cabelinho da Heleninha, isso me deu mta força pra lutar pelo nascimento dela. Com uma equipe comemorando a saída como se fosse final de copa do mundo, lembro dessa parte com muito amor
Vai um agradecimento especial ao meu marido, sei que não foi fácil me ver naquele momento, mas você se manteve totalmente controlado, anos luz mais do que eu hehehe em prol deste bem maior. Te amo e te respeito muito mais que antes e olha que eu achava impossível, obrigada por ter feito o significado do nosso amor em matéria.
À nós mulheres, somos capazes antes de tudo de termos um parto ideal, ideal para nós com nossas especificidades, Humanizado, onde somos respeitadas. Nós podemos parir, temos que continuar esta luta para que muitas outras possam ter este direito assistido com dignidade, pois enquanto escrevo muitas estão em hospitais na situação que minha mãe se encontrou.
Obrigada Senhor!
Sim, juntas nós podemos muito mais!



























