"21 e 22/10/2016! Para nós, esta data jamais terá o mesmo significado..... a partir deste ano, será o dia mais feliz de nossas vidas!
E hoje, venho trazer o relato deste grande dia! Antes, gostaria de explicar o porque do relato... Quem está "fora" deste universo, deve ficar se perguntando, o porque das "humanizetes"! relatarem seus partos. Os relatos são de extrema importância para quem ainda vai passar por este momento, eu lia e aprendia muito com cada relato, e tenho muita gratidão por todas que se disponibilizaram a expor, suas experiências. No dia do meu parto, lembrei de cada relato, segui várias dicas, evitei várias situações que já tinham sido sinalizadas por outras gestantes, ser desfavorável... e assim, vamos buscando o melhor estado para este grande dia. Desta forma segue minha pequena contribuição para outras gestantes.... Vou ter que começar do começo! Aos três meses de gestação, quando cheguei timidamente a equipe Humanize e ao Dr André. Minha intenção era bem simples, estava grávida e queria um bom médico para uma césarea! Não conhecia nada do mundo humanizado, do parto, nada sobre parto normal ou natural, aliás este tipo de parto era totalmente fora de cogitação no meu pequeno mundinho. Sempre me achei super sensível a dor, então passar por este tipo de parto não era algo nem sonhado. Bom, apesar disto, estava empenhada em fazer o possível ter uma gestação tranquila e um bom parto (cesarea). Participei de tudo que pude, rodas de conversas, oficinas, chá de bênçãos, pintei a barriga, absorvi tudo que eu pude do Humanize! Meu marido, Fabio Poplawski Ribeiro também participou do que pode, e estas participações foram essenciais para o dia do parto. No dia do parto, estávamos empoderados, este era o sentimento. Sabíamos o que viria no momento seguinte, e esta segurança obtivemos através das nossas consultas com Dr André e equipe do Humanize. Ao longo da gestação, sem perceber o momento que aconteceu, eu já estava totalmente mergulhada no mundo humanizado, inteirada da importância do parto independente do escolhido, porque sim, a césarea lá também é respeitada, tudo é respeitado, esta é a humanização. Bom, mas para não me prolongar mais do que já estou prolongando, vou adiante... Sendo impulsionada pela equipe mencionada de que sim, eu seria capaz do parto normal, eu comecei a pensar nesta possibilidade ainda remota! A cada consulta e grupo, meu desejo ia se fortalecendo. Os grupos! Tão importante... As gestantes ali, trocando informações, em uma energia positiva, ajuda mútua, que só quem participa entende! Decidi ao menos entrar em trabalho de parto, e tentar! Quando decidi entrar em trabalho de parto, decidi também que precisava de uma doula, no Humanize temos três maravilhosas, então, este não seria o problema. Leticia Pimentel Andrade Andrade me acompanhou,ressalto aqui, que a participação da doula para mim é essencial neste tipo de parto...
E hoje, venho trazer o relato deste grande dia! Antes, gostaria de explicar o porque do relato... Quem está "fora" deste universo, deve ficar se perguntando, o porque das "humanizetes"! relatarem seus partos. Os relatos são de extrema importância para quem ainda vai passar por este momento, eu lia e aprendia muito com cada relato, e tenho muita gratidão por todas que se disponibilizaram a expor, suas experiências. No dia do meu parto, lembrei de cada relato, segui várias dicas, evitei várias situações que já tinham sido sinalizadas por outras gestantes, ser desfavorável... e assim, vamos buscando o melhor estado para este grande dia. Desta forma segue minha pequena contribuição para outras gestantes.... Vou ter que começar do começo! Aos três meses de gestação, quando cheguei timidamente a equipe Humanize e ao Dr André. Minha intenção era bem simples, estava grávida e queria um bom médico para uma césarea! Não conhecia nada do mundo humanizado, do parto, nada sobre parto normal ou natural, aliás este tipo de parto era totalmente fora de cogitação no meu pequeno mundinho. Sempre me achei super sensível a dor, então passar por este tipo de parto não era algo nem sonhado. Bom, apesar disto, estava empenhada em fazer o possível ter uma gestação tranquila e um bom parto (cesarea). Participei de tudo que pude, rodas de conversas, oficinas, chá de bênçãos, pintei a barriga, absorvi tudo que eu pude do Humanize! Meu marido, Fabio Poplawski Ribeiro também participou do que pode, e estas participações foram essenciais para o dia do parto. No dia do parto, estávamos empoderados, este era o sentimento. Sabíamos o que viria no momento seguinte, e esta segurança obtivemos através das nossas consultas com Dr André e equipe do Humanize. Ao longo da gestação, sem perceber o momento que aconteceu, eu já estava totalmente mergulhada no mundo humanizado, inteirada da importância do parto independente do escolhido, porque sim, a césarea lá também é respeitada, tudo é respeitado, esta é a humanização. Bom, mas para não me prolongar mais do que já estou prolongando, vou adiante... Sendo impulsionada pela equipe mencionada de que sim, eu seria capaz do parto normal, eu comecei a pensar nesta possibilidade ainda remota! A cada consulta e grupo, meu desejo ia se fortalecendo. Os grupos! Tão importante... As gestantes ali, trocando informações, em uma energia positiva, ajuda mútua, que só quem participa entende! Decidi ao menos entrar em trabalho de parto, e tentar! Quando decidi entrar em trabalho de parto, decidi também que precisava de uma doula, no Humanize temos três maravilhosas, então, este não seria o problema. Leticia Pimentel Andrade Andrade me acompanhou,ressalto aqui, que a participação da doula para mim é essencial neste tipo de parto...
Dia 21/10/2016, minha bolsa estourou no fim de tarde, como mencionei acima, a calma é a palavra que define este momento, porque eu e Fábio, sabíamos exatamente o que aconteceria nos momentos seguintes. Pouco tempo depois, começou meu trabalho de parto, que já chegou intenso! A equipe chega a minha residencia, atenta a cada momento da evolução, a doula Leticia, o obstetra Dr André, minha querida, amada, Dr Maria Cristina, e meu marido Fábio, (que se revelou no meu trabalho de parto, com uma atenção sem igual, uma força neste momento, uma calma, tranquilidade, que nao parecia um papai de primeira viagem!) Foi preciso um tempo para conseguir me concentrar e aceitar as contrações. Sim, aceitar. As primeiras contrações eu me entreguei a dor, gritei, me descontrolei, queria parar aquilo tudo, o foco estava no tamanho daquela dor, que parecia ser insuportável, e eram só as primeiras! Passado este momento, com a ajuda de todos que mencionei, fui me acalmando, e buscando alternativas para lidar com as contrações. Lutar contra elas não iria funcionar, é como tentar enfrentar as ondas de um mar revolto. Como dizia Leticia, eram aquelas contrações que trariam meu bebê, então eu precisava delas. Então, como ondas precisava entrar no ritmo, e seguir. Assim, caminhou o restante da madrugada, a doula com suas técnicas para amenizar a dor física, Dr André acompanhando o meu estado e o do bebê, Dr Maria Cristina cuidando do meu estado emocional, e meu marido dando suporte a tudo isto, e me apoiando a cada momento. Perto de 4h da madrugada era chegada a hora! Finalmente as contrações tinham feito o seu papel, porém, é necessário não pensar no tempo! Isto não importa, na hora que for para chegar, vai chegar, tudo no seu tempo, sem pressa.... nada se controla, se aceita. Theo já estava prestes a chegar. Corremos para o hospital, Theo chegou 04:55h, no quarto do hospital, quando eu falo quarto, é isso mesmo! Nao precisei entrar no centro cirúrgico, nenhum ambiente parecido, um presente! gracas a esta equipe que me acompanhou, tudo aconteceu de uma forma natural, nenhuma intervenção cirúrgica desnecessária. Theo mamou na primeira hora de vida, troucou de roupa no quarto.... um parto natural lindo! Conseguimos o que eu nem havia sonhado, por achar tão distante da minha realidade! Foi através desta equipe que a informação chegou até mim, e pude mudar totalmente a rota da minha vida e a de Theo. A esta equipe a minha eterna gratidão, e o sentimento enorme de: vocês conseguiram mudar vidas, através do emponderamento e informação, trabalho esplêndido. Não encontro mais dentro de mim aquela Débora que queria a todo custo a césarea! Aqui, falo do desejo, caso fosse necessário a césarea, esta seria feita e bem vinda mediante ao principal, o meu bem estar e o do Theo.
Se alguma gestante me perguntar alguma "dica" para este momento, eu diria algumas:
- Informação! Pesquise, conheça o processo, principalmente a parte emocional, a parte técnica a equipe da conta!
- Escolha uma equipe que confie, e deixe as avaliações técnicas para esta.
- Menos é Mais. Análise quantas pessoas estarão com você no trabalho de parto.
- É necessário se agarrar a algo, uma âncora, no trabalho de parto. Se é uma pessoa espiritualizada, se apegue a sua fé.
- Malas prontas com antecedência....
Bom, acho que é isso! Cada uma vai viver sua experiência, que é única, o objetivo aqui é contribuir para a sua construção! E acreditem, passado todo este momento, morro de saudades do dia do parto! Se pudesse voltaria sempre ao dia 21/10/2016! E, a dor é só um conceito! RS
Beijos!
Se alguma gestante me perguntar alguma "dica" para este momento, eu diria algumas:
- Informação! Pesquise, conheça o processo, principalmente a parte emocional, a parte técnica a equipe da conta!
- Escolha uma equipe que confie, e deixe as avaliações técnicas para esta.
- Menos é Mais. Análise quantas pessoas estarão com você no trabalho de parto.
- É necessário se agarrar a algo, uma âncora, no trabalho de parto. Se é uma pessoa espiritualizada, se apegue a sua fé.
- Malas prontas com antecedência....
Bom, acho que é isso! Cada uma vai viver sua experiência, que é única, o objetivo aqui é contribuir para a sua construção! E acreditem, passado todo este momento, morro de saudades do dia do parto! Se pudesse voltaria sempre ao dia 21/10/2016! E, a dor é só um conceito! RS
Beijos!
(Relato de Parto por Debora Inojosa - Nascimento do Theo)
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