domingo, 17 de julho de 2016

Relato de Parto - Nascimento da Marina!

Meu Relato de parto natural humanizado (senta que lá vem textão hehehe)
Hoje completa 01 ano que “ganhei” duas filhas no mesmo dia: quando adotei a Nina, minha gatinha blue, e o dia que descobri a gravidez da Marina.
Até o seu nascimento, tanta coisa aconteceu: a procura pela equipe que realizasse o parto natural humanizado que eu desejava ter (e que eu imaginava que só encontraria no RJ), conhecer o Humanize Macaé, descobrir que o obstetra ideal que casava com os meus objetivos (e que ainda fazia parte da equipe Humanize), o dr André Gervásio, encontrar a minha querida doula Dani Daniela Lima Doula e ser assistida durante toda a gravidez por essa equipe tão espetacular, fazendo oficinas com muito aprendizado pro parto e suas fases, e depois nos cuidados com a minha pequena.
Tive minha última consulta com 39 sem+4dias na segunda-feira, onde o dr André me examinou e disse que achava que provavelmente Marina não iria até a 42ª semana. Naquele mesmo dia à noite, tive um sangramento que não sabia se poderia ser a saída do tampão ou consequência do exame de toque feito naquela manhã (que dr André disse que poderia ocorrer) mas aquilo já me deixou em alerta. Nessa semana, quase todos os dias caminhei na orla, fiz agachamentos durante o banho e movimentos na bola suíça pra ver se esse trabalho de parto engatava logo. Na quinta-feira, quando completava 40 semanas, senti mais incômodo na pelve e me movimentei com mais dificuldade. Trabalhei até aquele dia às 21 horas e disse que achava que Marina não passaria daquele fim de semana, meu corpo estava me dizendo isso. Na sexta, ainda mais incômodo e um pouco de dor durante as contrações de treinamento, então nem fui caminhar nesse dia.
No sábado, tinha encontro na praia do Humanize. Durante toda a gravidez, não consegui participar de nenhum devido à viagem ou trabalho. Estava com 40 sem+2dias e acordei um pouco antes da 4h da manhã com contrações mas nada demais. Levantei pelo incômodo pra não acordar meu marido e fiquei observando, não tinha um ritmo certo. Às 7h, as contrações pararam. Resolvi finalizar a arrumação da mala da maternidade somente nesse dia kkkkk Escrevi pra Dani e disse que iria ao encontro, pedi pro Diego me levar pois não achei prudente dirigir sentindo contração kkkk Consegui participar do encontro com a Dani me pedindo pra avisar quando começava e terminava a contração e ela monitorava a frequência. Terminado o encontro, ela veio pra casa, almoçou conosco e ficou me assistindo entre uma contração e outra, em movimentos na bola, mas não estava ritmado e nem de perto era a dor que eu imaginava que seria, mas incomodava, então Dani resolveu ir pra casa (me pediu pra ir mandando notícias pelo whatsapp) e Diego saiu pra nos abastecer de comidinhas caso o trabalho de parto engrenasse. Eu aproveitei e fui tomar um banho bem quentinho, pra tentar relaxar um pouco das dores e fazer mais agachamentos pra ajudar no processo. Diego voltou por volta de 17h, lanchamos e minha mãe me ligou. Como eu não sabia se o trabalho de parto ia engrenar e não queria alertar ninguém àquela hora pra vir pra Macaé e ser alarme falso (minha família é toda do RJ), não disse nada a ela sobre as contrações rs Depois eu fui tentar cochilar um pouco entre uma contração e outra. Acho que consegui uns 40 minutos de cochilo espaçado e nada das contrações ritmarem pra dar alguma ideia de que fase estávamos. Foi então que Dani sugeriu que eu fizesse algo pra relaxar, assistir algo na tv. Lembrei do episódio de Friends, do parto da Rachel e sugeri pro Diego assistir, ele riu, lógico! rs Mas topou e lá fomos nós ver dois episódios, pausados sempre entre uma contração e outra. Era por volta de 21:30 e quase no fim do episódio, no meio de uma contração, ouvi um “ploct” e fui pro banheiro: a bolsa tinha estourado! A partir daí, as dores aumentaram muito e quem passou a se comunicar com a Dani foi o Diego. Só sei que fui pro quarto de hóspedes e fiquei sentindo as dores deitada no sofá-cama esperando a Dani e o dr André chegarem e já comecei a sentir vontade de fazer força, sério, não dá pra controlar. O dr chegou e me pediu pra fazer o toque e depois disso me falou: vamos pro hospital? (Depois, eu soube que estava com 9,5 cm de dilatação!) Dani chegou logo depois dele. E corre pra vestir uma roupa, pegar o carro e eu me contorcendo de dor no caminho, ainda falei pro marido pra tomar cuidado com o radar de 50km da rodovia do caminho pro hospital kkkkk Eu só olhava pra Dani e pedia a Deus pra me dar força pra conseguir suportar a dor e Dani perguntando: Pri, você está com vontade de fazer força? Eu respondia: não consigo controlar!
Não sei exatamente a hora que chegamos ao hospital (era sábado à noite e o caminho era curto, então foi bem rápido) mas dizem que foi pro volta das 23h. Fomos direto pro quarto e eu deitei na cama enquanto eles arrumavam o quarto todo: arrasta cama, mesa, coloca baqueta de parto. Não queria me levantar da cama devido às grandes dores mas eu sabia que aquela não seria uma posição muito favorável pra saída da Marina. Então, eu fiz um esforço, me levantei e fui pra banqueta. Tentava controlar a força que fazia no período expulsivo pra não sofrer laceração. E senti o círculo de fogo, como queimava e ardia! Eu só olhava pro dr André e dizia: “falavam que no expulsivo, a dor melhorava, mentiram pra mim! Tá doendo muito ainda, tá queimando!” kkkkk Não sei em que momento, ele pegou o celular e colocou músicas bem calmas pra ambientalizar o momento. Diego ficou na minha frente, bem ao lado do dr André, e a Dani me aparando atrás de mim na banqueta, desculpa Dani, devo ter te apertado muito! Diego me passou toda a calma, disse que estava tudo bem, que já estava acabando, que via os cabelinhos dela. O dr me disse que, como eu estava muito bem, se eu queria que eu mesma pegasse minha filha quando ela saísse. Falei: não, doutor! Não consigo!
Algumas forças depois, no dia 17/07/2016, às 0:15, com 40sem+3dias, nascia a minha pequena! Que veio direto pros meus braços e logo ouvi seu choro! Aquele pacotinho todo melecado, meio roxinho e com aquele cheiro maravilhoso (ocitocina, me disseram, que vontade de guardar aquele cheiro num potinho!) era o meu troféu! E a emoção tomou conta de todos naquele quarto! Diego cortou o seu cordão depois que ele já estava branquinho e ela logo veio pra mamar no meu peito. E depois saiu a placenta (me assustei com seu tamanho!) e Dani fez dela uma linda pintura que guardo de lembrança. Não tive laceração de períneo (graças a Deus!), só nos grandes lábios do lado direito e tive que tomar dois pontinhos no local. E depois de tudo isso, fica a eterna gratidão por ter tido um parto tão respeitoso, com as melhores lembranças e com essa equipe sensacional que tanto me auxilia até mesmo depois que a Marina nasceu. Obrigada pra sempre ao dr André Gervásio, à Dani e à draWallace Leandra Kengen por tanto carinho comigo e com minha filha. E também meu marido Diego Malagueta que tanta força me passou antes, durante e depois de todo o processo, meu companheiro de vida e da jornada tão intensa que é sermos os pais da Marina!