terça-feira, 24 de maio de 2016

Nascimento do Théo - Parto Humanizado - por Andreza Kiffer

Nascimento Théo - Parto Humanizado
Por Andreza Kiffer

Gestação

            Com 5 meses de gestação minha atual médica  sofreu um grave acidente e falecimento de seu marido no qual tivemos que ir a procura de um novo médico para darmos continuidade ao pré natal. Através da colega Michele Reis, conhecemos o admirável médico André Gervasio, um ser encantandor apaixonado pela humanização do parto. Compondo sua equipe, conhecemos também a incrível Doula Dani que nos incentivou através de  preciosos conhecimentos sobre a real importância de um parto totalmente humanizado.
            Minha gestação foi totalmente tranquila, com acompanhamento de atividade fisica através da musculação com o querido profissional Thales Gomes. Iniciamos os treinos a partir das 15 semanas , conforme liberação  médica  até as 39 semanas (4 dias antes de dar a luz). Os treinos me proporcionaram disposição e nenhum tipo de inchaço e desconforto durante toda a gestação.
            Com 12 semanas , fizemos a ultrasson de rotina e foi relatado 80%  de chance de ser uma menininha. Na chance já havia escolhido o nome, seria Eva rs. Mas com 16 semanas e 5 dias (17 de dezembro) através de uma nova ultra tivemos 100% de confirmação que teríamos o tão sonhado menininho da família, sonho realizado da nossa filha Mila rs.

Relato do Parto

            No dia 20 de maio fomos ao congresso LOUVART de nossa igreja e depois a uma  confraternização na casa da amiga Sonia. Batendo um papo descontraído acabamos saindo de lá as 3h da madrugada do dia 21. Ao acordar, fui ao banheiro as 9h da manhã e visualizei no papel higiênico a saída do tampão. Entrei em contato com o Dr André e Dani e pediram para observar a evolução..se haveria alguma contração com dor. Mas não observamos nada..apenas as contrações de treinamento que já era rotina quase que diária desde o 6 mês de gestação.
            Prosseguindo,  dia 23 de  maio fomos a  consulta pré natal. Dr André fez o toque e disse que eu ainda estava com 2cm de dilatação, conforme o toque anterior do dia 19 de maio. O toque que ele fez neste dia foi um pouco dolorido e com sangramento pois foi um toque para estimular as contrações uterinas. Ele informou que eu sentiria no  final do dia umas cólicas leves por conta  disso. Por volta  por volta das 23h, estávamos em casa só eu e o Fabinho pois a   Mila havia ido dormir na casa da VoVó Dilceia. Nesse momento, comecei a sentir um leve desconforto com vontade de evacuar. Fui para o banho para ver se eu relaxava. Como me lembrei de como iniciou o trabalho de parto da Mila que foi exatamente desse jeito, fiquei um pouco tensa e ansiosa achando que já era a hora. Fui ao banheiro, evacuei algumas vezes e resolvemos entrar em contato com a Doula para ela nos dar um norte. Pediu para que comecassemos a anotar de quanto em quanto tempo o incomodo vinha pois ela estava juntamente com o Dr Andre fazendo o parto de duas gestantes que estava em trabalho de parto ativo. Como meu nervosismo aumentou por saber que estava distante de Macaé, minha pressão subiu um pouquinho e o tremor por conta do nervoso começou. Tomei um remedio para pressão e Fabinho tentava me ajudar conversando comigo, me fazendo carinho para que minha mente voltasse a ter controle..sabíamos que tudo estava no controle da mente. Mais tarde novamente  entramos em contato com a Doula e falamos que as contraçoes estavam mais intensas..mais na verdade foi o nervosismo que as deixou mais intensas, realmente ainda não era a hora de me preocupar. Dani disse que pelo fato de estar longe e nervosa, poderiamos ir ao hospital em Macaé  para que Dr Andre  me examinasse. Saímos então de casa eu e Fabinho  as 2h40 .
            Chegando lá fizemos o cadastro na recepção e nos levaram para o quarto. Ficamos com a Dani para que ela controlasse e anotasse o espaço entre as contraçoes e a intensidade delas. Comecamos a fazer alguns exercícios na bola do pilates e massagem na lombar para aliviar a dor. Ela já havia percebido que as contrações não eram tão fortes assim e ainda muito descoordenadas. Tentei descansar na cama mas o sono não vinha por conta de minha ansiedade. Por fim, amanheci sem conseguir dormir e as 7h da manhã Dr André entra no quarto para fazer o toque. Para minha “tristeza”  o colo do útero não havia apagado e dilatação sem evolução permanecendo com 2cm. Então Dr André conversou conosco nos convencendo de que seria melhor retornarmos para casa para anotarmos quando as contrações de fato estivessem ritmadas e intensas. A partir dessa evolução retornaríamos ao hospital no momento certo. Lembro que fiquei triste por saber que precisaria retornar para casa..minha real vontade era permanecer no hospital. Mas eu sabia também que a dilatação evoluiria com mais facilidade estando em nossa casa, ambiente mais relaxado e tranquilo comparado ao ambiente hospitalar.
            Chegando em casa utilizei a  bolsinha térmica orientada pela Dani para relaxamento da lombar. Fomos então registrando no aplicativo  do celular as contrações e intervalo entre elas. Fabinho esteve a todo momento comigo no quarto me ajudando nesse registro e fazendo as massagens com óleo. Tomei banho, almoçei (pouco apetite) e as contrações comecaram a ficar mais intensas por volta das 11h40. Não conseguia ficar sentada ou deitada na cama; piorava muito as dores na lombar. No momento da contração preferi me apoiar na leteral da cama com as duas mãos apoiadas inclinando o quadril para frente..me achei nessa posição, aliviava bastante. Utilizei muito a bola do pilates, quicando sentada nela, girando o quadril, esticando a coluna com apoio na cama..isso no intervalo das contrações. Apreciei olhar para minha janela do quarto aberta vizualizando a natureza e as montanhas..isso fazia-me relaxar.
            No momento da contração Fabinho fazia massagem em minha lombar com óleo de camomila me aliviando a passar por cada uma delas. Utilizei muito a respiração profunda que aprendi no livro “Parto Ativo”. Os gemidos comecaram a vir com a intensidade das contrações. A Queila, minha funcionária da casa, me ajudava também com as massagens enquanto Fabinho fazia contato com a Dani para avisar que as contrações  estavam mais intensas começando a ficar insuportáveis. Comecei a gemer muitoo..daí novamente fizemos contato com a Dani já avisando que estávamos indo para macaé pois eu já não aguentava mais. Chegamos a registrar no aplicativo 40 contrações.
            Saindo de casa as 16h , me recordo que quase despenquei totalmente ao chão de tanta dor, o meu cachorro Ton ficou assustado ao me ver gemer e arriar ao chão . Entramos no carro, Fabinho dirigindo e eu no banco de trás com a Queila para me ajudar com a massagem na hora que a dor viesse. Não entrei em contato com a família pois sabia que estava apenas iniciando todo o processo..na verdade não há necessidade em deixar a família ansiosa antes da hora..tudo tem o momento certo.
             Quando chegamos a Rio das Ostras paramos no trevo para Queila sair retornando para Casimiro com meu sogro e a Dani entrar no carro para nos acompanhar  até Macaé. Quando a Dani viu como eu estava em prantos de dor ela começou a trabalhar a minha mente na respiração..com ela tudo de fato naquele momento começou a mudar, foi algo incrível.. ela me passava total tranquilidade e foco ao processo..importantíssimo é o papel da Doula para uma gestante. Nos ajuda a tira o foco da dor aliviando muito esse momento.
            Quando chegamos ao Hospital São João Batista, fui encaminhada para um quarto no 1º andar até que o quarto onde fosse ocorrer o parto fosse desocupado. Logo o Dr Andre chegou e já fomos para o nosso quarto já preparado. Ao invés de usar o elevador, Dr Andre me fez ir subindo as escadas até o 3º  andar onde  seria meu quarto, para  ajudar na evolução da dilatação. Subi alguns degrais e na hora da contração eu parava me inclinando os joelhos para frente até a dor passar. Interessante foi  a reação das pessoas ao me ver utilizando as escadas..me olhavam assustadas,com pena julgando não ser necessário, as enfermeiras do hospital queriam que eu subisse de elevador e na cadeira de rodas rs.
            Chegamos no quarto, a Dani foi preparando todos os detalhes escohidos por nós:um ambiente mais relaxado, penumbra, músicas lindíssimas escolhidas para esse momento, vela aromatizada e muito, muito silencio. Quando comecei a ouvir as músicas que selecionamos com tanto carinho, me emocionei muito..foi o momento que caíu a ficha , momento tão esperado  e idealizado estava de fato acontecendo.
            Tive a todo momento liberdade para comer, caminhar, tomar água, enfim,  momento totalmente direcionado por mim. Lembro que a posição que mais me sentia bem durante as contrações , era  apoiando as mãos na cama e inclinando os joelhos para frente. Solicitei exatamente em TODAS as contrações a massagem da Dani em minha lombar e sempre, com respiração profunda, pois isso me ajudava muito a tirar a mente do foco à dor.               
Acho que por volta das 19h30 Dr André fez o toque para acompanhar a dilatação e para nossa surpresa eu já estava com 7cm de dilatação. Imediatamente Dr André ligou para a pediatra Leandra e a Dani para a fotógrafa Sandra que ficou responsável pelo registro de todo esse momento.
            Não consigo me recordar dos horários porque o cérebro não consegue se ligar ao tempo, mas relatarei as experiências vividas até a fase da expulsão.
            Foram muitas contrações e a medida que o tempo passava, eram mais intensas e com  intervalo mais curto entre elas. Lembro que em todo momento, Fabinho estava ali, no quarto sem sair em nenhum instante, me dando apoio incondicional em minha decisão. O apoio da equipe e do marido nos favorece e muito.
            Sobre as minhas emoções, vivenciei em diversos momentos e fases do trabalho de parto diversos fatos interessantes e curiosos rs. Fabinho para me ajudar tentou em diversos momentos, me carinhar no intuito de me ajudar, me amparar, só que isso para mim não me fazia bem, eu mesma retirava a mão dele de mim,  não me sentindo bem com isso rsrs
            Quando as contrações estavam apertando e o tempo passando, comecei a me sentir um pouco fraca e meu corpo insconscientemente começou a economizar toda energia que porventura viesse a ser desperdiçada. Fechei meus olhos, não falava absolutamente nada, o que me perguntavam eu respondia apenas com o movimento da cabeça. Lembro que Dr André a todo instante media os batimentos de Théo para ver se estava tudo caminhando bem. E ele me perguntava se eu estava bem, se estava dando para aguentar, se talvez por livre vontade eu desejaria ir para o centro cirúrgico para alguma intervenção para ajudar nessa reta final. E eu, sempre firme respondia que não cederia, aguentaria até o fim.
           Mas lembro também que minha mente queria me dizer que eu não daria conta, que eu não seria capaz de parir . Mas imediatamente eu me forçava a pensar que muitas mulheres conseguiram parir do jeito que eu sonhei, e por que logo eu não seria possível. Pensava o seguinte, se a Gisele Bundchen, a Andreia (esposa do Mácio Garcia), Luciana Gimenes, Fernanda Lima conseguiram parir da forma mais natural possível, que motivo me levaria a desisitir...
            A força que temos é algo inexplicável, tive a impressão nítida no momento da expulsão, ter utilizado músculos de meu corpo que jamais foram utilizados.
            Mas continuando, como já disse, não posso afirmar a hora exata mas creio ter sido umas 22h. Dr André através do toque, viu que eu já havia dilatado os 10cm. Só que Théo não havia decido o necessário, por ter tido a preferência de ficar a maior parte do tempo sentada, agachada ou em pé, tive um ligeiro edema. Então ele me pediu para deitar na cama passando por algumas contrações deitada . Me deitei e senti verdadeiramente muitaa dor. Deitada para mim foi a pior posição, aumentava por demais a dor. Mas obedeci rs, me deitei , fiquei de lado, Dani me deu a mão, segurou uma de minhas pernas, e fiz  muita força. Passou um tempo, que não me recordo quanto rs e sai desta posição. Logo depois o Dr conferiu pelo toque e o edema havia desaparecido com a graça de Deus.
            Como o tempo foi passando, e minha bolsa nao havia estourado espontaneamente, Dr André me disse que faria o procedimento para estourar, ajudando na evolução final. Entao me deitei novamente, respirei fundo com a Dani segurando firme em minhas mãos e Fabinho ao lado me dando força, e na hora que viesse a contraçao o Dr estouraria, e assim foi. A barriga ficou bem menor, líquido desceu quentinho entre minha pernas e me levantei novamente.
            Depois desse momento não desejei continuar mais de calcinha, ficando apenas de top até o final. O interessante que o pudor é dimunuído nessa reta final, o cérebro começa a focar em caracterísitcas internas muito mais importantes para o lado “animal” de parir venha à tona . Como sentia o bebê descendo e comprimindo mais o canal vaginal, iniciei as forças para expulsão durante as contrações . Já muito cansada, o desejo de parir ficou ainda mais intenso. È algo muito forte, muito intenso, que não consigo explicar a totalidade de tudo que vivi. Fiquei um tempo sentada no sofá para tentar relaxar um pouco, mas como as contrações foram ficando cada vez mais intensas decidi ir para a banqueta, me sintia muito bem ali. E dali em diante começou o processo de vocalização, algo que nunca imaginaria ter vivido, até porque de acordo com a minha personalidade prefiri desde o início passar por todo o processo do parto bem quetinha e concentrada, pouquissimas palavras eu dizia.

“Trabalhar a respiração e cantar podem sim ajudar. Não como técnica que se aprende para controlar, Mas como via de libertação.” Frederick Leboyer
            
Mas então todas as vezes até a hora final vocalizei e vocalizei muito em todo o momento de dor!!! Lembro que mesmo de olhos fechados me recordo que Dr André falou para a Dani “viu só, a vocalização iniciou rs” - disse vibrando de emoção. Esse momento foi muito intenso
Foi de forma mais animalesca.
Vocaliza em tons de 'AAAAAA'. E me sentia bem e segura fazendo isso. O interessante é destacar que isso ninguém pode te instruir,  te delegar ou te ordenar.. faz parte do processo natural. É como se eu vivesse muitas coisas dentro de mim, lá dentro no meu inconsciente que precisava se rasgar, se romper, se abrir, se fazer nascer para que aí o Théo viesse ao mundo .Lembro-me disso e me emociono.. toda essa experiência de vocalização foi  muitoo divino pra mim...

             “Deixei meu lado mais primitivo, mais selvagem sobressair para que a natrureza fizesse o seu papel.”

            Com a contração mais longa e com menos intervalo, sentia ele descendo. Não queria mais de jeito nenhum sair da banqueta. Puxava a alavanca nas laterais e fazia toda força para baixo. Fabinho estava atrás de mim na banqueta, sentadinho, observando e me dando toda força necessária, não desejou sair do meu lado em  momento sequer.
            Dr André me examinou ali mesmo sentada, e viu que Théo estava bem próximo. Na hora das forte dores eu ficava na ponta do pé e retorcia o meu corpo para as laterais. Dai em diante iniciei o processo de expulsão, mas tudo de olhos fechados, não sentia desejo de abrir os olhos. E todos me dando todo amparo, todos pertinho de mim. Me recordo que a pediatra Dr Leandra me ajudou dizendo para que naquele momento eu fizesse força cumprida porque Théo já precisaria nascer. Então pausei , respirei e fiz a força cumprida sem gritar, todos os sentidos do meu corpo foram concentrados para a expulsão. Dei a primeira força cumprida e por sinal muito cumprida rs, e Dr André disse “ele está vindo , vamos Andreza, vamos, continue!!!”.. Nisso eu senti uma força , uma pressão surreal na vagina. Dei uma pausa pequenininha e fui e fiz a última força para expulsão final e nisso não se falaram mais nada. Ouvi o choro do meu bebê fortíssimo e Dr André o pegou na banqueta e me deu em meus braços imediatamente.
            Foi indescritível esse momento, quando  consegui ver que você dei conta  eu não acreditei..fiquei perplexa, em altíssimo extase, contagiante extase. E eu dizia “Meus Deus eu não acredito, eu estou no céu, o que é isso que estou vivendo!!!!!!..Meu Deus.. e falava pra elezinho: Meu filho seja muito bem vindo, você estava sendo muoto esperado, você foi muito forte, seja bem vindo meu filho...e conversei muitooo com elezinho..o coloquei em meu seio para mamar mas nesse momento ele não quis, preferiu me ouvir e chorar muito rsrs. Não consigo colocar toda emoção em palavras... Meu marido caiu em prantos de choro, mas chorou muito comigo ali junto, grudadinho sentado na banqueta comigo.
            Com elezinho no meu colo, o cordão umbilical preso à placenta que ainda estava em meu ventre, tudo interligado, fiquei ali por minutos vivendo e sentindo todo aquele amor , toda aquela realização de um sonho, parir de forma totalmente natural.
            Dr André deixou que Fabinho cortasse ali mesmo na banqueta o cordão umbilical do nosso filho.
            Logo depois disso  a pediatra o pegou para pesar, medir e fazer os procedimentos de rotina necessários, mas tudo ali mesmo no quarto. Apenas para o banho que a pediatra o levou para o berçário e depois o retornou brevemente a mim.
            Théo nasceu lindamente as 23h43min com 3kg045 e 48cm.  Nota do Apgar: 9,5 e após 5 minutos nota 10.
            Quando eu converso sobre meu parto, me chamam de corajosa. Não me considero mais corajosa que ninguém, me considero informada. A informação me fez enxergar essa opção como a melhor para nós dois. E o fato de sempre ler sobre o assunto, entender o trabalho de parto e etc, me ajudou a enfrentar da melhor forma possível. Foi difícil, doloroso, a gente chega a pensar na anestesia que abrimos mão sim, mas não tem nada, nada, nada igual ao sentimento de “consegui” que vem logo depois!

            Parir é também um encontro consigo mesmo. É preciso mergulhar no que há de mais profundo em você para conseguir se conectar com seu corpo e com o corpo que habita dentro de você. Requer entrega. É só deixar levar, literalmente não usar o cérebro, pensar, formular estratégias, preocupações, nada adianta nesse momento. Apenas se entregar...
           
Curiosidade: contratamos a querida Sandra que já fazia parte da equipe do Dr André, para fotografar todo o trabalho de parto e assim aconteceu. Mas no final,  mais ou menos 1 hora antes do nascimento eu pedi que a retirassem do quarto. Não que eu não estivesse gostando do serviço, mas parecia que naquele momento era como se estivesse em meu ninho,  permanecendo ali quem já pertencesse ao meu ciclo de vida. E como eu a conheci no dia de parir,  não tivemos tempo hábil para criarmos  vínculo.  Lembro que no finalzinho antes de Théo nascer eu pedi para ela retornar ao quarto mas ela já havia chegado em casa e não daria tempo de retornar. Dr André disse para eu não me culpar, que esse processo é muito íntimo, que isso realmente acontece realmente e de forma voluntária. As fotos profissionais do trabalho de parto ficaram lindíssimas mas no momento do nascimento as fotos que prevaleceram foram do celular da Doula Dani rs.













8 comentários:

  1. Que lindo amiga! Não pude deixar de ler seu relato, e como você falou, você foi uma mulher maravilha, em todos os sentidos, tanto na questão de se informar e como aguentou ate o final!
    Por isso o Théo, é uma criança calma, perfeita e linda!
    Pois, no começo você já fez diferente, pensou sempre nele, na forma melhor dele ser apresentado ao mundo!
    Amiga, peço a Deus para que eu tenha um lindo parto igual a você (não é inveja) e sim, sempre foi meu SONHO, ter um parto assim!
    Li cada palavra do seu relato, e bato palmas e muitas palmas para Você! Você sempre foi guerreira e isso não me fez pensar em nenhum momento que ia ser diferente.
    Parabens!
    E A sua Doula, foi essencial para te ajudar nisso, essencial para te acalmar, pois mesmo eu Não conhecendo, sé pelo seu relato, da para ver que a experiência que ela tem, te acalmar, e ela agia com todo amor do MUNDO! Parabéns as Duas...
    Muito lindo!

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  2. Andreza é sinistraaaaa!!! O mulher poderosa! CORAJOSA!!!! Me emocionei...visualizei cada palavra e gesto seu. Divino!!! Parabéns!!! Bjao.

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  3. Estou aqui em choro e arrepiada lindo o seu parto. E assim poder fazer parte com as primeiras vacinas, dos primeiros meses de vida do Théo. Parabéns pra você é Fabinho.E a essa equipe abençoada meus parabéns também.

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  5. Emocionante o seu relato. Sou muito grato pela oportunidade de ter participado de toda a sua gestação, orientando as atividades físicas que tanto contribuíram para que o nascimento do Théo fosse mais tranquilo. Parabéns pela sua coragem e determinação, graças a Deus e aos pais o Théo é rico de saúde e alegria!

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  7. Td tão perfeito,q só consigo ver Deus em três esses detalhes e cuidados. Minha amiga leoa q tanto amo e admiro, q o Senhor conserve tua força de mãe e guarde sua família. 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼💋

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